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Mais
de 60% dos US$3,2 bilhões que a Fifa terá arrecadado entre 2007 e o fim
da Copa do Mundo de 2010 são referentes aos direitos de TV do
megaevento. No entanto, os quase 33% que vêm do marketing representam a
dor de cabeça da entidade dentro e fora das fronteiras da África do Sul
por causa das empresas do mundo inteiro que querem associar sua imagem
à da competição sem terem adquirido direitos comerciais. É o chamado
"marketing de emboscada". Só este ano no Brasil, a Fifa já notificou
mais de 60 companhias que têm vinculado o torneio a suas campanhas
publicitárias e promocionais. De 2007 até hoje, a Fifa moveu 2.500
ações judiciais no mundo inteiro para proteger a marca Copa do Mundo.
São mais de 200 palavras associadas ao evento que estão registradas em
cartórios de títulos de propriedade dos cinco continentes. Segundo o
escritório de advocacia Bhering Advogados,
responsável por cuidar dos direitos da Fifa no país, só os
patrocinadores podem usar termos como Copa do Mundo, logotipos e
símbolos, como troféu e mascotes do evento. A Fifa também não permite a
utilização de expressões "Mundial" e "Copa" em ações que se assemelham
ao torneio. - Quando você compra um carro, não quer deixar ninguém,
além de você, dirigi-lo primeiro. Acontece a mesma coisa com nossos
parceiros comerciais, que compraram o carro, querem a chave e a
segurança de que serão os únicos a dirigir - defendeu o diretor de
marketing da Fifa, o francês Thierry Weil, em Johannesburgo. Clique aqui para uma reprodução da notícia. Leia a íntegra desta reportagem no web site do jornal O Globo. |