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O
decreto presidencial que criará um comitê para atuar em defesa da
propriedade intelectual e dos direitos comerciais da Federação
Internacional de Futebol (FIFA) em relação à Copa de 2014 está pronto e
será assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos
dias, segundo informou ao G1 a assessoria de imprensa do Ministério do
Esporte. Apesar
de a Copa só ocorrer daqui a quatro anos, as discussões sobre quais
medidas serão tomadas para evitar infrações à propriedade intelectual
já deveriam ter começado, uma vez que podem ser necessárias novas leis,
o que demanda tempo para debate no Congresso Nacional. Além disso, é
preciso haver uma definição antes de 2013, quando o Brasil sediará a
Copa das Confederações. Mesmo assim, a Fifa já adotou providências para garantir seus direitos, informou o advogado Pedro Bhering,
que representa a Fifa no Brasil na área de propriedade intelectual. Ele
disse que 45 marcas relativas ao evento já foram registradas no
Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). Entre as marcas
registradas estão termos como "Copa do Mundo", "Copa do Mundo 2014",
"Mundial 2014", "Brasil 2014" e outras. De acordo com Pedro Bhering,
que representa a Fifa, sessenta empresas brasileiras de médio e grande
porte foram notificadas na Copa deste ano por uso irregular das marcas,
mas nenhuma notificação acarretou em processo judicial. "Em todos os
casos, notificamos as empresas e elas retiraram as propagandas. A
intenção não é punir, é educar, orientar." Sobre o comércio de rua, Bhering
explicou que a CBF, por conta da falsificação de camisetas, tem mais
problemas com a pirataria. No entanto, em 2014, com a Copa do Brasil,
ele prevê que a Fifa também terá dificuldades. "Haverá problemas e
pretendemos disseminar informações para educar. Onde houver uso
indevido e se a coisa for em escala de média para grande, vamos atuar,
inclusive com ajuda policial", disse Bhering, que admitiu ser "difícil
controlar" todos os casos. Leia a íntegra desta reportagem no G1. |